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Escova de bambu x escova de plástico: o que muda na sua pia

Escova de bambu com cerdas naturais, em pé sobre fundo areia

Trocar a escova de plástico pela de bambu é uma das mudanças mais fáceis do banheiro. Mas vale saber o que muda de verdade. E o que continua igual.

O que não muda: o jeito de escovar

Escova de bambu não escova “melhor”. Quem limpa os dentes é a técnica e a constância. A orientação da ADA, a Associação Americana de Odontologia, vale para qualquer escova: duas vezes ao dia, por 2 minutos, com creme dental com flúor. E limpar entre os dentes uma vez ao dia, com fio dental ou outro limpador interdental.

O prazo de troca também é o mesmo. A ADA recomenda trocar a cada três ou quatro meses, ou antes se as cerdas abrirem. Ser de bambu não é motivo para esticar esse prazo.

O que muda

O cabo

A escova comum tem cabo de plástico, muitas vezes com partes de borracha. Segundo a National Geographic, a maioria das escovas é feita de plásticos compostos, difíceis de separar. Isso complica a reciclagem. A escova de bambu troca esse cabo por um material de origem vegetal.

As cerdas

Aqui está um detalhe que pouca gente sabe. A mesma reportagem da National Geographic lembra que a maioria das escovas de bambu à venda ainda usa cerdas de náilon. Ou seja: o cabo muda, mas as cerdas continuam sendo plástico.

A nossa usa cerdas naturais, de origem animal (javali). Foi assim por séculos: as cerdas de náilon só chegaram às escovas em 1938. Se você não usa produtos de origem animal, essa escova não é para você. E tudo bem.

Cerdas naturais têm um toque diferente das sintéticas. Se você tem gengiva sensível ou recebeu orientação do seu dentista sobre o tipo de cerda, converse com ele antes de trocar.

A secagem

Plástico não liga para água. Bambu e cerdas naturais pedem um cuidado a mais: enxaguar, tirar o excesso de água e guardar em pé, num lugar ventilado. São cinco segundos. Mas é um hábito novo.

A embalagem

A escova comum costuma vir em cartela de plástico com papelão. A nossa vem numa caixa de papel. Parece pouco. Mas é menos plástico a cada troca, quatro vezes por ano.

O descarte

Quatro trocas por ano, por pessoa. Numa casa com três pessoas, são 12 escovas por ano. A National Geographic estima que, só nos Estados Unidos, mais de 1 bilhão de escovas vão para o lixo por ano, a maioria de plástico. A conta parte justamente da recomendação de troca a cada 3 ou 4 meses.

Com a de bambu, o cabo ainda pode ter um segundo uso antes do descarte: limpar cantinhos ou marcar plantas no vaso.

O visual

Essa é a diferença mais fácil de notar. O bambu tem cor de madeira clara e combina com cerâmica, vidro e algodão. A pia fica com menos cores de plástico e mais cara de casa.

O preço

Uma escova de bambu com cerdas naturais costuma custar mais que uma escova de plástico comum. A diferença existe. A pergunta é se ela faz sentido para você.

Resumo rápido

  • Jeito de escovar: igual.
  • Prazo de troca: igual, a cada 3 ou 4 meses.
  • Cabo: plástico x bambu.
  • Cerdas: náilon x naturais, no caso da nossa.
  • Embalagem: cartela plástica x caixa de papel.
  • Cuidado extra: nenhum x secar bem.

Vale a pena?

Se você quer menos plástico na rotina sem mudar o jeito de escovar os dentes, vale. É uma troca simples, que se repete quatro vezes por ano. Se cerda de origem animal não combina com você, procure uma escova de bambu com outro tipo de cerda. Só saiba que a maioria delas usa náilon.

Fontes

Nossa escova junta as duas trocas: cabo de bambu e cerdas naturais, numa caixa de papel.

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